Não fazer nada também pode ser uma função

Shoji Morimoto é contratado para acompanhar pessoas sem conduzir a situação. Seus clientes não procuram um especialista ou um conselheiro. Procuram alguém que esteja presente sem as obrigações acumuladas de uma relação antiga.

Isso revela uma necessidade difícil de medir: às vezes, ter amigos e família não significa ter com quem dividir qualquer assunto. Uma presença com poucos vínculos pode oferecer um espaço social diferente.

A IA pode ocupar parte desse espaço — mas não todo

Assistentes de inteligência artificial já escutam sem cansaço e respondem sem constrangimento. Essa previsibilidade é conveniente. Ao mesmo tempo, ela não equivale à decisão de outra pessoa de aparecer.

Minha conversa com Shoji deixou uma pergunta maior: quando a companhia artificial estiver disponível o tempo todo, o encontro humano ficará menos necessário ou mais valioso? A resposta talvez esteja justamente naquilo que não pode ser garantido.

FONTES E CONTEXTO

Para continuar verificando.

  1. Reel original: conversa de Mariane Dib com Shoji Morimoto
  2. MIT Media Lab: pesquisa sobre relações entre pessoas e inteligência artificial