Não fazer nada também pode ser uma função
Shoji Morimoto é contratado para acompanhar pessoas sem conduzir a situação. Seus clientes não procuram um especialista ou um conselheiro. Procuram alguém que esteja presente sem as obrigações acumuladas de uma relação antiga.
Isso revela uma necessidade difícil de medir: às vezes, ter amigos e família não significa ter com quem dividir qualquer assunto. Uma presença com poucos vínculos pode oferecer um espaço social diferente.
A IA pode ocupar parte desse espaço — mas não todo
Assistentes de inteligência artificial já escutam sem cansaço e respondem sem constrangimento. Essa previsibilidade é conveniente. Ao mesmo tempo, ela não equivale à decisão de outra pessoa de aparecer.
Minha conversa com Shoji deixou uma pergunta maior: quando a companhia artificial estiver disponível o tempo todo, o encontro humano ficará menos necessário ou mais valioso? A resposta talvez esteja justamente naquilo que não pode ser garantido.